Like a Dragon: Infinite Wealth

Like a Dragon: Infinite Wealth

Avaliação de mitinho
15/06/2026
Yakuza 5 = Mais é MaisYakuza Gaiden = Menos é maisYakuza Infinite Wealth = Mais é demaisDecepção não é a palavra certa, simplesmente foi o marketing que matou o jogo botando as expectativas lá na casa do caralho como se esse fosse ser o jogo do século. Realmente "mais é demais", num jogo que é tão longo e não sintetiza quase nada do que ele sequer pensa em te contar narrativamente, e até certo ponto, mecanicamente na sua gameplay. Parece que a RGG ficou muito convencida que qualquer merda que sai do cu dela é ouro, tá na hora de parar de endeusar a RGG de forma cega, e admitir que os jogos estão suscetíveis a falhas, não enxergar isso desestimula o senso crítico, e o próprio Yokoyama percebe isso, empurrando essa história vergonhosa como essa, que simplesmente anula o Gaiden só pra lançar o quanto antes por que tanto faz 💰💲, ninguém liga e vai vender igual água. Tenho medo de estarem andando num caminho sem volta que é virar uma Ubisoft japonesa por culpa desse excesso de confiança.Voltando pro espectro do jogo, e olhando pra um lado menos negativo, ele tem inúmeros pontos posítivos, o gráfico é lindo, ainda acho que o gaiden tem uma direção de cores e tom mais concretos, mas à nível de escalabilidade, esse jogo é imenso no departamento visual, principalmente nos cenários, e infelizmente vou ter que voltar a falar de coisa ruim, por que essa imensidão É TAMBÉM parte das suas deficiências. O apelo de Yakuza "distrito aberto > mundo aberto", e o Hawaii é simplesmente um grande playground com muita pouca densidade de conteúdo, tem sim bastante coisa pra fazer, mas a distribuição de conteúdo por metro cúbico é longe de impressionante. Quanto ao polimento do jogo a reutilização de assets é o menor dos problemas, chega até a ser um luxo ter a graça de coisas antigas quando boa parte das novas animações e impactos das cenas de ação são feitas nas coxas por má administração de tempo pra cumprir o prazo de lançamento do jogo, mas sinceramente acho que o último jogo super polido foi o Lost Judgment. A gameplay é de longe o ponto mais forte do jogo, é agonizante pra mim de pensar em voltar pra rejogar o Yakuza 7 depois das melhorias de qualidade e aprimoramentos orgânicos que o combate de turno teve no Infinite Pix, e olha que o Y7 é de longe uma das melhores experiências de um RPG de turno, fizeram o impossível, souberam o ponto certo entre estratégia e volatilidade a ser levada em consideração por conta do cenário. O DNA de classes oriundo do Dragon Quest se torna mais e mais notável e refinado, de maneira que independente da build da party eu sinto que vou ter uma experiência viável e nem um pouco desbalanceada.O conteúdo extra é ótimo, por mais que eu cague em cima, e tenha problemas com a "distribuição" de conteúdo espalhado pela cidade, são conteúdos extremamente ricos que vão de uma dungeonzinha classica, até um MINIGAME INTEIRO DE ANIMAL CROSSING, devo admitir que não fui muito fã da dondoko island, mas é coisa minha, nunca gostei tanto de brincar de fazendinha. O que brilha pra mim são as substórias, com plotlines tão boas que me fazem pensar que usaram os melhores roteiristas para as substórias e botaram o Yokoyama pra cagar no teclado no plot principal. Sobre o diário do Kiryu... eu curti, é bacana, por mais que eu tenha opiniões bem fortes nesse excesso de apelo ao passado, eu reconheço que o puro propósito dessa feature... é nostalgia, então eu passo um pano.Quanto à história... eu honestamente não quero entrar em detalhes nessa review, parece que esse jogo foi o maior causador de eu parar de escrever review de jogo por um bom tempo, e não tô afim de gastar mais tendinite escrevendo sobre essa história do que eu já gastei reclamando com meus amigos. mas TL;DR: é uma história que tem medo de desapegar do passado, um roteiro que anda pra frente olhando para trás, dá moonwalk com medo de aborrecer fãs novos e fãs antigos, que não tenta agradar, mas tenta não aborrecer. Sério... pra cada Tomizawa e Yamai tem uma flanderização ridícula que deturpa personagens que nem deveriam estar dentro da narrativa. Pelo amor de Deus, o Yakuza 7 tinha um capítulo chamado "PASSANDO A PORRA DA TOCHA", e por algum motivo não foi motivo o suficiente pra aposentar um certo personagem... É uma história que não tem o menor respeito pelo que veio antes, e quando vai tentar pagar homenagem, acaba flanderizando e parecendo uma piada de mal gosto. É insano como essa história enfraqueceu a história excelente e contida do Gaiden.Sem mais delongas, Yakuza Infinite Pix que infelizmente não tem o mesmo brilho das asas do Ícaro que foram queimadas na voada do Yakuza 5, esse aí voa direto no sol e explode. É um jogo excepcionalmente competente e exímio quando o assunto é ser um RPG de excelência, mas é uma narrativa que tem medo de andar pra frente sem olhar pra trás, e acaba batendo de cara no poste. Mas eu me vejo voltando pra esse aqui quando estiver de bom humor, eu prometo.8/10
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