Catherine Classic

Catherine Classic

Avaliação de mitinho
15/06/2026
Maturidade é a palavra-chave. É engraçado pensar que com centenas e centenas de diálogos, boa parte dos RPGs da Atlus não chega aos pés da complexidade do cast de Catherine, por que? Pois eles esbanjam humanidade. Eles parecem pessoas reais, com problemas reais, não arquétipos ambulantes como certos personagens do P5. O conflito entre Caos e Lei sempre foi um aspecto predominante nos SMTs, e sim, eu sou o cara que vai defender até a morte que Catherine faz parte da franquia Shin Megami Tensei. A indecisão do Vincent parece tão real e relatável que você não consegue não ter empatia pelo protagonista. Todo diálogo que sai da boca do pessoal do bar parece tão real, chega a ser relaxante jogar esse jogo, é uma mistura de melancolia e estoicismo jogar esse jogo, seja o que for, mas minhas escolhas farão a minha vida, e de fato, você que toma o rumo da história. VOCÊ SENTE NA PELE O DILEMA ENTRE LIBERDADE E LEI.Agora saindo de aspectos de roteiro e história, vamos falar do que faz um jogo ser… um jogo, e não uma visual novel ambulante… GAMEPLAY, eu primeiramente não gostei muito da gameplay, achei o aspecto de puzzle muito nada a ver e diferente de QUALQUER COISA QUE JÁ JOGUEI EM TODA MINHA VIDA, mas chega uma hora que tudo simplesmente… CLICA… entende? Você vai e faz manobras nos puzzles e se sente o homem com um QI SUPERIOR A POHA DE UM EINSTEIN! E a sensação é maravilhosa… Sobre a estética, não impressiona muito, mas os design dos personagens são bem cativantes para um jogo 3D da época do PS3, é melhor que… o que quer que seja isso… ou isso voltando um pouco pra trás… Em questão de sonora, é fenomenal, sou suspeito pra falar pois fiz uns 15 anos de conservatório de piano, então posso dizer que sei um bom bocado de música clássica, e quando o Revolutionary Etude de chopin começou a tocar… Meeeeeeu amigo… Adrenalina correu pelo meu sangue e eu VOEI POR AQUELE STAGE! Eu estou jogando o Fullbody pelo Yuzu, e por mais que eu não tenha gostado do filler da Qatherine com Q, é uma boa reinterpretação da obra original, e HOLY DAMN HELL aquela OST do terceiro movimento de Moonlight Sonata… Sem palavras, sem, palavras. Não vou nem entrar em detalhes sobre a poha do Also Sprach Brooks, que até hoje, é a minha OST favorito do nosso deus todo poderoso Shoji Meguro…
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