Ok… senta que lá vem história… Kirby sempre foi uma franquia genial, sempre foi o melhor platformer da Nintendo, isso sem sombra de dúvidas. Masahiro Sakurai fez um ótimo trabalho criando essa bolinha rosa linda, mas muitas pessoas acham que esse fdp é o responsável pelo Kirby, pode até ser, ele liderou o projeto e plot do primeiro jogo, era simples, um rei guloso com nome de Discagem direta a distância decidiu roubar a comida de todo planeta para ele mesmo, e agora cabe à porra de uma bola rosa com nome de marca de aspirador de pó (que curiosamente aspira coisas…) resgatar toda a comida do planeta, e o mesmo acontece, fim pronto, simples até demais, mas tudo mudou em Kirby’s Dreamland 2… quando o senhor Shinichi Shimomura entrou pra arquetipar a infâme Trilogia Dark Matter, e é aí meus amigos, que Kirby tomou essa notória reputação de ser uma linda bolinha rosa que aniquila deuses e monstros de um olho só lovecraftianos no final de cada jogo… e ok, a trilogia dark matter é muito boa, dou crédito a isso, mas Kirby deixou de ser uma franquia comum, para se tornar uma das melhores no mercado quando o senhor Shinya Kumazaki entrou na direção dos jogos de Kirby (viu como o sakurai n fez quase poha nenhuma?)... PRONTO, ACABOU A CONTEXTUALIZAÇÃO. E meu deus, como os jogos do Kumazaki mudaram TUDO!Não vou gastar muito tempo no Super Star Ultra, Return to Dreamland, Triple deluxe e até mesmo o Star Allies, são todos ótimos jogos, Super Star Ultra enriquece mais a lore do Marx, Galactic Nova e Galacta Knight (e apresenta a forma mais foda do DDD que é o masked DDD), Return to Dreamland amplia absurdamente a lore do multiverso de Kirby, os tesouros sagrados, a raça dos antigos e consolida o fato que kirby vira um jogo de terror no final… Triple Deluxe tenta uma história mais isolada e acerta muito bem, o plot da Sectonia é simplesmente um absurdo estar na porra de um jogo de criança. MAS, nenhum desses jogos chegam perto da MAGNITUDE que é Kirby Planet Robobot.Não é surpresa pra ninguém que eu amo Mega Man X, espere só até o fim da lista… então… você pega Kirby, e bota ele na poha daquelas riding armors do Mega Man X, mas mantém as copy abilities, meio parecido com as armors do X3 porém MIL VEZES MELHOR… e faz o plot ser literalmente uma recontagem de Tengen Toppa Gurren-Lagann, MISTURADO COM EVANGELION, 1984 DE GEORGE ORWELL (literalmente 1984), UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO e TEMPOS MODERNOS DE CHARLIE CHAPLIN! aqui temos, Planet Robobot… o melhor jogo de Kirby já feito até hoje. Pode parecer piada essa comparação que eu fiz, mas é estranhamente verdade: O plot gira entorno uma companhia chamada HALTMAN WORKS (hmmm), invadindo Pop Star e mecanizando a energia vital do planeta, convertendo as lindas campinas verdejantes em fábricas industriais, meio que uma Revolução Industrial (hmmmm), e não só o planeta como os habitantes, Kirby encontra uma versão ciborgue super-produzida do Meta Knight (hmmmm), um Clone produzido em massa do DDD (HMMM), e outros personagens da série mecanizados. Ele também encontra a Susie, uma das executivas administrativas da HALTMAN que nitidamente fala que os habitantes de dreamland são obstáculos inúteis que precisam ser robotizados, alienados e mecanizados (HMMMMMMM). Então é bem claro o que é isso, esse jogo da franquia Kirby, e eu não consigo acreditar nisso que eu estou falando, é uma crítica prática e densa sobre colonialismo, capitalismo e industrialismo. Nos temos uma fucking companhia que simplesmente chega num planeta e declara posse de todas as suas terras e meios de produção, tenta eliminar e doutrinar os habitantes do planeta. E é notório nos diálogos desse jogo que isso é recorrente, temos robôs de return to dreamland com que literalmente são os que apareceram em Return to Dreamland (num planeta colonizado e mecanizad) e Kirby 64, e tem literalmente planetas com a logo da Haltman, e vamos ser bem francos, não dou nem 10 anos até isso acontecer com a poha da lua. Anyways, o Kirby chega no pico da companhia e encontra o CEO da companhia: “MAX PROFIT HALTMANN” (quebra de risada). O CEO do capitalismo aí revela o seu computador quântico (hmmmmm) StarDream, que depois de uma cutscene daora a IA do computador se revolta contra seu criador (hmmmm) e toma conta do corpo do Haltmann, e condena toda a vida do universo sendo um obstáculo contra a margem de lucro da empresa, e temos a fucking final battle, que aliás vale ressaltar que o Kirby se funde com a poha do Halberd do Meta Knight o que é fucking incrível. Enfim voltando ao plot twist do StarDream, toda essa revelação torna o que era implícito no universo de Kirby e torna TOTALMENTE EXPLÍCITO, todos lembram da notória Shiver Star de Kirby 64 certo? É a fase de gelo do jogo, e é notório ver que é um planeta pós apocalíptico e abandonado para os desastres naturais. Mas tirando isso tem uma grande fábrica abandonada durante o mundo, que ainda está operando mesmo sem ninguém lá, o planeta realmente parece um planeta que nós conhecemos muito bem… Fica bem óbvio chegar a conclusão que isso é obra da Haltmann sem dúvida alguma, aliás é perfeitamente alinhado com todo o discurso do Haltmann e do StarDream. Enfim, a Susie é revelada de ser a filha do Haltamann que foi perdida pelo tempo espaço em outra dimensão graças a um acidente quando ele estava testando o StarDream, ele ficou obcecado em colonizar planetas para conseguir achar sua filha, e ele ficou tão perto do Supercomputador que isso possibilitou que o StarDream eliminasse toda a alma do Haltmann, e fazendo-o perder a visão de qualquer coisa que não seja a margem de lucro… esse é o pico e o último nível do capitalismo, corporações existem para maximizar Capital e eles fazem decisões desumanas em serviço ao capital. Corporações são de fato operadas por humanos, como eu e você que está assistindo esse vídeo, mas humanos que são usados como engrenagens na grande máquina podre que é a ideologia capitalista em troca da sua própria individualidade. Mas o serviço ao capital não é humano, e pode muito bem ser operado pela porra de um computador, ou até pessoas que são operadas por fucking computadores por tão perfunctória que é a sua perseguição sob MAX PROFITT, é definitivamente uma parafrase extremamente madura sobre capitalismo, e realmente me assusta ver isso num jogo direcionado à crianças, mas tudo isso é feito de uma forma tão sutíl e didática. Na boss fight final, StarDream se funde com o mainframe terminal central da empresa, e a cada tiro do Kirby a carcaça do Stardream vai se despedaçando e revelando um clone MASS PRODUCED DA POHA DO GALACTIC NOVA (HMMMMMMMMM), nada, nem mesmo a poha de um cometa divino capaz de realizar qualquer desejo do universo está livre de assimilação e mecanização capitalista. Num adendo, eu acho genial como a empresa HALTMANN faz alusão à HAL laboratory, empresa responsável pelos jogos, chega a ser engraçado pensar que esse pensamento pessimista mediante ao capitalismo é personificado e criticado pelos próprios funcionários da empresa… enfim… eu não vou nem comentar naquela cena final do final blow que o kirby dá contra o stardream onde é literalmente a POHA DE UM GIGA DRILL BREAKER DE GURREN LAGANN. OK CHEGA DE EXPLORAR A LORE DO JOGO.A música dispensa elogios, é, até hoje, a minha trilha sonora favorita.Gameplay, LET’S GO. É a engine que usam desde o Return to dreamland, o jogo é gostoso pra krl, não preciso nem dizer o quão genial é o esquema de copy abilities na série Kirby. Os jogos do Kumazaki desde o Return sempre tem uma gimmick que diferenciam um do outro, e a do Robobot com certeza é a melhor… A do Return é daora, as ultra abilites são ótimas, mas repetitivas pra krl, parece um auto-level, o mesmo vale pro hypernova do Triple Deluxe e avançando, não quero nem comentar o que quer que seja… isso, no star allies. O robo do X nesse jogo é simplesmente incrível, é basicamente como se estivesse jogando com o Kirby normalmente mas usa a poha de um robô, e holy SHIET, o level design é sensacional, tudo